Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Presidencais 2006

Cavaco Silva foi eleito, quero aqui marcar a minha posição dizendo que apesar de estar bastante reticente à prestação de Cavaco Silva em relação ao melhoramento da situação em que Portugal se encontra, penso contudo que de todos os candidatos este talvez seja o melhor para o cargo de Presidente da República, contudo há que não fazer tábua rasa do passado.


 


Destaca-se ainda o resultado de Manuel Alegre, pela positiva, pois com poucos recursos, e com pouco fulgor junto da população, consegue uma segunda posição, provocando quase uma segunda volta, também pela positiva a simpatia de Jerónimo de Sousa, que provou que é capaz de disfarçar uma ideologia tirana, com uma cara afável.


 


Pela negativa o CDS-PP que com estas eleições declarou-se como um sério candidato ao desaparecimento do espectro político.


 


Outro ponto e ultimo é dirigido a Louçã que desapontou depois de uma ascensão invulgar nos últimos anos do Bloco de Esquerda, e que nesta eleições ficou com um modesto quarto lugar.


 


Estas eleições são marcadas pela experiência ou então pela não renovação da classe política em Portugal no que diz respeito aos candidatos como Cavaco Silva, Mário Soares, e Manuel Alegre, mas também com um desgaste de imagem dos dirigentes dos partidos ditos de Esquerda PCP, de BE, dá a sensação de que a democracia, é uma vertente vitoriosa da ditadura.


 


Resta então uma deixa que há muito não colocava no final dos artigos.


 


 


Portugal Sempre

publicado por SSoldado_Lusitano às 14:12
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Boca do Inferno

Cavaco não sabe quantos cantos têm Os Lusíadas. Que mal tem isso para quem quer ser a principal figura do País? Nenhum: D. Afonso Henriques também não sabia e governou durante décadas. Soares não consegue fazer uma campanha pelo País sem levar na cara. E depois? Um Presidente deve estar próximo dos portugueses, e é difícil conceber proximidade maior do que a que se gera entre a bochecha do Chefe Estado e a palma da mão dos cidadãos...


 


Ricardo Araújo Pereira in Visão

publicado por SSoldado_Lusitano às 22:17
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Sábado, 14 de Janeiro de 2006

Presidenciais para reflectir

Apesar de até agora ter evitado referir as presidenciais aqui, não posso deixar de referir este artigo in Correio da Manhã


 


As eleições presidenciais do próximo dia 22 de Janeiro vão custar cerca de 12 milhões de euros aos contribuintes. A estrutura que gere a máquina eleitoral prevê um orçamento de despesas directas de 10,5 milhões de euros, mas nem todos os custos estão orçamentados.


 


Se comparadas apenas os gastos directos previstos com tempos de antena, logística e material, a inflação de custos face à campanha de 2001 que conduziu Jorge Sampaio à reeleição ascendeu a 60%.

Dos 10,5 milhões de gastos directos imputados , cerca de 4,5 milhões de euros serão gastos apenas no espaço nas televisões e rádios para os tempos de antena dos seis candidatos: Cavaco Silva, Mário Soares, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira. Em 2001, os tempos de antena não foram além dos 3,56 milhões de euros. Menos um milhão de euros para passar a mensagem política aos portugueses face a estas eleições.

Para as presidenciais de 22 de Janeiro é na logística que está a segunda maior ‘fatia do bolo’: mais de quatro milhões de euros estão destinados para o pagamento das pessoas que asseguram o funcionamento das mesas de voto. No total são cerca de 60 mil cidadãos que no dia das eleições estão a trabalhar nas urnas, recebendo cada uma delas cerca de 70,5 euros. Os restantes cerca de dois milhões de euros são gastos na renovação de material, como as urnas e as cabinas de voto, e com as compensações atribuídas aos funcionários das Juntas de Freguesia e dos governos civis. Por exemplo, só no Governo Civil de Braga estarão a trabalhar 18 funcionários.

Os números de 2001, gastos em logística, também são bem inferiores aos de 2006: mais do dobro. Há cinco anos gastou-se 1,93 milhões de euros em compensações para os membros das assembleias de voto. Nas impressões de boletins de voto e transporte foram gastos 300 mil euros; na substituição de urnas danificadas, o Estado despendeu 130 mil euros, além de 41 mil euros em material eleitoral.

A verba de 10,5 milhões de euros estimada para 22 de Janeiro poderá, no entanto, ser agravada, se a ela juntarmos, por exemplo, as horas extras dos cerca de 40 funcionários do STAPE que no dia das eleições têm de garantir o funcionamento do organismo.

Os custos relacionados directamente com as eleições, mas que não são incluídos no orçamento para o acto eleitoral, poderão elevar a verba para os cerca de 12 milhões de euros, explicou Andrade Pereira, director-geral do STAPE.

Mas o custo das eleições para os cofres públicos ainda é acrescido de subvenção pública equivalente a 10 mil salários mínimos –3,75 milhões de euros atribuída aos candidatos, conforme os votos. Mas para os candidatos conseguirem uma parte deste bolo têm de conseguir no mínimo 5% dos votos expressos.

As urnas abrem às 8h00 do dia 22 de Janeiro, mantendo-se abertas até às 19h00. No mesmo dia são contabilizados os votos dos emigrantes portugueses e os votos antecipados. Eleitores internados em hospitais, presos e todos aqueles que por motivos profissionais não podem deslocar-se às urnas no dia da eleição, têm direito a votar antes.

CAPACIDADE INFORMÁTICA

O apagão nas eleições autárquicas de 9 de Outubro de 2005 levou o Governo a alterar o sistema informático. Andrade Pereira, director-geral do STAPE, está confiante que o sistema informático não vai bloquear no dia 22 de Janeiro. “Não temos razões para acreditar que voltará a acontecer, já que aumentámos a capacidades das máquinas”, disse.

Segundo o mesmo responsável, a despesa com meios informáticos “registou um aumento exponencial” para estas eleições face às de Janeiro de 2001, que custaram ao Estado cerca de 60 mil euros.

Em termos globais, em 2005, o Estado gastou 19,5 milhões de euros em dois actos eleitorais. Curiosamente, o acto mais caro foi aquele que determinou a maioria absoluta do PS: as eleições legislativas de 20 de Fevereiro. Cerca de 10,5 milhões de euros foi o valor despendido neste acto eleitoral. Já os restantes nove milhões de euros foram gastos nas eleições autárquicas de 9 de Outubro. De acordo com Andrade Pereira, as autárquicas têm um valor ligeiramente mais baixo já que não há tempos de antena. No acto eleitoral de 22 de Janeiro podem votar 8 806 400 eleitores em território nacional, enquanto no estrangeiro serão 187 370 pessoas.
 


 


 


 


Destaco ainda um comentário


 


“E alguns candidatos ainda pedem a 2ª volta. É só mais uns milhares de euros. Tb há dinheiro para Ota e para o TGV. A situação do país só está mal qdo é preciso pagar aos trabalhadores.”

Noticia Completa aqui

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:25
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Sacrifícios Conjuntos

 


Acerca de sacrifícios conjuntos de que tanto falam os políticos em Portugal, e que esta semana o ainda Presidente da República, Jorge Sampaio se referiu aquando do tema do aumento do custo da electricidade para os consumidores domésticos.

Deixo aqui um artigo pertinente datado de 9 de Janeiro

Factura das famílias pode subir quase 25%

 


O preço da electricidade para os consumidores domésticos poderá aumentar quase 25% em 2007, se não houver qualquer intervenção política pelo Governo no sentido de limitar essa subida. Isto na sequência do fim da limitação das subidas ao valor da inflação prevista e da passagem para estes clientes do pagamento integral dos custos associados à produção eléctrica com base em fontes renováveis, ontem anunciada pelo presidente do regulador do sector, a ERSE. Na prática, a factura mensal das famílias, poderá passar dos actuais 30 para quase 37 euros. As contas do JN - confirmadas por vários reconhecidos especialistas em energia - partem de três pressupostos. O primeiro é que o consumo eléctrico dos domésticos (cerca de um terço do total) não vai aumentar; em segundo lugar, que, em 2006, a produção com base energias renováveis (que sai mais cara que a convencional) será igual à deste ano; por fim, e uma vez que este ano o aumento das tarifas ainda esteve limitado à inflação, que o défice daí resultante será o mesmo.

Contas passo a passo

Vamos por partes. Este ano, o aumento decidido foi de 1,2%, quando a própria ERSE admitiu que, sem tecto da inflação, teria sido 14,7%.O resultado foi a criação de um défice de 421 milhões de euros, que deverá ser replicado este ano. A este primeiro "buraco" junta-se um segundo de 56 milhões de euros, motivado pela "travagem" das subidas para as empresas, anunciada anteontem pelo Governo. Como este montante terá de ser pago no máximo em cinco anos, haverá um acréscimo anual de 6,6% na tarifa. Por outro lado, o facto de passarem a ser apenas as famílias a pagar, a partir de 2007, os custos associados às energias renováveis implica um segundo agravamento. De acordo com o presidente da ERSE, Jorge Vasconcelos, este "sobrecusto" teria implicado mais dois pontos percentuais de aumento este ano, a somar aos 1,2% de facto verificados. Tudo somado - e como a partir de 2007 o défice gerado em 2006 vai repercutir-se na íntegra nas tarifas - a subida poderá chegar aos 23,3%.

Medida "desadequada"

A passagem exclusivamente para as famílias do sobrecusto das renováveis - reivindicada pelos empresários - é vista como "totalmente desadequada" pelo secretário geral da Deco. As medidas de fundo, no âmbito do Mibel e da redução da dependência do petróleo, é que já deveriam "ter sido tomadas", diz Jorge Morgado. Também Hélder Spínola, da Quercus, acha o mecanismo "injusto". "Não podemos admitir que, para salvaguardar custos mais baixos para as empresas, se sobrecarreguem os domésticos". Já o presidente da associação dos produtores de renováveis (APREN), Sá da Costa lamenta que se "atirem as culpas" dos custos de produção para as renováveis. No futuro próximo, explica, produção eléctrica a partir destas fontes ficará mais barata, pelo que espera "que, nessa altura, os benefícios recaiam apenas sobre os domésticos" e não sobre as empresas que, garante, "vão acabar por arrepender-se" do que pediram.


 


Escândalos no Montijo

publicado por SSoldado_Lusitano às 23:48
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Maus tratos

Um alerta muito urgente


 


Avolumam-se os casos em que fechamos os olhos e os ouvidos aos maus tratos a que são submetidos, repetidamente, os membros mais frágeis da nossa sociedade. O relatório recente da Inspecção-Geral da Saúde (IGS) sobre o acompanhamento de crianças em risco que passam pelo Serviço Nacional de Saúde revela números alarmantes. Em 56 hospitais avaliados (metade dos existentes) registaram-se mais de sete mil crianças vítimas de maus tratos em apenas dois anos. Os números são cruéis. O pior é que a realidade é muito mais aflitiva.

As conclusões da IGS dizem-nos que, se uma criança der entrada num hospital devido a maus tratos, há uma enorme probabilidade de o seu caso passar despercebido, incólume. E a razão é simples 40 por cento dos hospitais não registam estes casos nem tomam quaisquer medidas de protecção de crianças. O mesmo se diga dos menores abandonados ou vítimas de rejeição familiar: a maioria das ocorrências não deixa rasto. A estatística, mesmo que imperfeita, mesmo que aquém da realidade, ainda acrescenta: 45 por cento das situações de abuso sexual não são registadas.

Mais. As mais justas e preocupadas leis que vão sendo publicadas não são cumpridas. Há 14 anos, o Estado aprovou uma lei de protecção de menores que obriga as unidades públicas de saúde a constituir núcleos de apoio à família e à criança. Pois 70 por cento dessas unidades nunca constituíram qualquer núcleo. Faz sentido? Porventura fará. Afinal, cada vez temos mais a sensação de que as leis são feitas para não serem cumpridas e o Estado empenha-se em dar o (mau) exemplo. Porventura fará, também, porque as leis são bastas vezes desadequadas à realidade. Muita solenidade a criar comissões, pouco sentido prático, pouca adequação à realidade. E, sobretudo, muito pouca ou nenhuma responsabilização.

Faz sentido que um profissional de saúde precise de normas para registar ou comunicar situações de maus tratos? É precisa uma lei, núcleos e comissões para defender a dignidade humana, para sinalizar violações cruéis da integridade dos mais desprotegidos? Não teremos a obrigação de comunicar às autoridades situações evidentes de maus tratos que avaliámos? Não terão os agentes do Estado responsabilidades acrescidas na defesa da integridade humana? Não há leis suficientes? As recomendações do relatório são politicamente correctas mais núcleos de apoio, mais sensibilização, mais equipas especiais, mais protocolos... Não bastará apenas e só mais responsabilidade, mais responsabilização? Portugal precisa de ser consequente. Precisa de acção.


 


in DN 

</blockquote>
publicado por SSoldado_Lusitano às 21:36
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

Resposta introspectiva


Blog irracionalista, afirmavam no
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, ao referirem-se ao meu blog.


 


Aceito, o meu blog, revela alguma semelhança ao irracionalismo, rejeita o racionalismo, e apela ao instinto, ao sentimento, sobretudo o amor. Ao universalismo, sugere o relativismo, considera também que o nacionalismo não é um ideal, mas sim um sentimento, afirmo ainda que este blog, apenas existe devido ao sentimento, ao amor, sem outras palavras, um blog irracioanlista!

publicado por SSoldado_Lusitano às 23:03
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

Será verdade?

Vistos a troco de sexo em Londres


 


Ser bonita e estar disposta a praticar sexo. Estas seriam as condições essenciais impostas por alguns empregados dos serviços de imigração britânicos para darem às mulheres estrangeiras vistos de permanência no país. A denúncia, divulgada ontem pelo jornal The Sun, vem de um ex-funcionário e está a ser investigada pelas autoridades.

De acordo com o jornal britânico, Anthony Pamnani, um ex-empregado do centro de imigração de Croydon, no sul de Londres, terá deixado o emprego por não concordar com a conduta dos colegas.

Segundo o antigo funcionário, de 23 anos - quatro deles a trabalhar nos serviços de imigração -, as mulheres brasileiras, por exemplo, recebiam o direito a estadias mais longas do que as dos seus namorados, sem razão aparente. Muitas delas em troca de sexo com os empregados, que passavam regularmente os números de telefone às suas preferidas.

As consideradas "feias" tinham que esperar horas na fila. No final, viam o seu pedido de obtenção de visto rejeitado e, nalguns casos, a sua fotografia afixada na parede, para diversão dos empregados.

Além da concessão de vistos em troca de favores sexuais, o ex-funcionário queixa-se do desleixo dos colegas na verificação de dados - uma falha que poderia permitir a entrada de terroristas no país. Segundo Anthony Pamnani, também os passaportes eram deixados no centro, sem cuidado, correndo o risco de serem roubados.

Em reacção à notícia, o ministro britânico do Interior, Tony McNulty, citado pela BBC, afirmou a sua "total confiança" no "profissionalismo e integridade" do pessoal da Direcção de Imigração e Nacionalidade, frisando que há "um sistema claro de procedimentos" que impediria tais acções. Ainda assim, considerou as acusações "sérias" e garantiu que serão investigadas "a fundo".


 


In Diário de Noticias
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Pergunto se será verdade haver pessoas assim!

publicado por SSoldado_Lusitano às 10:13
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