Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005

União Ibérica II


Razões históricas


 


Como devem saber a união das duas coroas (Portugal e Espanha), já aconteceu. Entre 1580 e 1640. Perdemos a nossa independência para Espanha, pois após a batalha de Alcácer Quibir , onde D. Sebastião desaparece, dá-se então uma crise dinástica...


 


A união das duas Coroas peninsulares possibilitou a constituição de um grande império Ibérico que durou sessenta anos. Num primeiro instante, Portugal manteria a autonomia administrativa e seus domínios continuariam separados das possessões espanholas. No entanto, esse quadro perdurou por pouco tempo, pois o poder administrativo castelhano gradativamente incumbiu-se por anular a autonomia lusitana, através da centralização do poder administrativo em torno de Castela.


 


No contexto da política externa, a Espanha mergulhava na Guerra dos Trinta Anos, e sofria as consequências decorrentes dos fracassos militares contra a Holanda e a França, o que acarretou uma grande crise económica. O cenário de crise externa reflectiu-se internamente, pois Olivares decretou um aumento da carga tributária em Portugal como forma de sanar os problemas vigentes no território espanhol.


 


Ou seja, com a assimilação de Portugal à Espanha, perdemos:


 


- a nossa autonomia, (como foi referido acima);


- todo o nosso Império para os então inimigos de Espanha: Após Portugal perder a sua independência para Espanha, a Holanda, inimiga de Espanha, considera Portugal também como tal (inimigo), com Portugal fragilizado, e sendo o inimigo mais fraco da Holanda, a Holanda apodera-se de várias colónias portuguesas;


-...;


 


Ganhámos:


-         ...;


 

O que ganhámos concretamente com a união Ibérica de 1580 a 1640?

publicado por SSoldado_Lusitano às 14:01
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005

União Ibérica I


Na sequência do artigo "Futuro de Portugal", de 9.9.05, onde apontei como uma das maiores ameaças para o futuro de Portugal, uma unificação com Espanha, farei esclarecer durante as próximas semanas as minhas razões para tal afirmação, passando seguidamente ao tema:


Portugal unificado com a Espanha?


 


Portugal precisa de uma mudança drástica, mas não é essa!


 


Portugal precisa que os portugueses enfrentem os seus próprios problemas, Portugal precisa de investir em si próprio, Portugal precisa de portugueses com orgulho naquilo que são e com a auto-estima e a coragem necessárias para andar com este país para a frente.


 


Não estarão a passar o atestado de estupidez aos portugueses?


 


Onde está a dignidade de Portugal?


 


Aliás, isto só pode ser fruto da cobardia! Medo de enfrentar os problemas do nosso país! Medo do progresso! Medo dos maus tempos!

Certamente não será por essa via que o nosso país irá progredir! Uma unificação com a Espanha significaria o fim de ambos os países e daquilo que os torna distintos a nível cultural!


 






 


Não quero com isto dizer que não gosto da Espanha mas como disse o professor José Hermano Saraiva:


 


Diabo - Quando é que despertamos para esses “recursos de salvação nacional”?


 


José Hermano Saraiva - Antes de mais é preciso alertar contra um certo pessimismo latente – por vezes escandaloso - , mesmo ao nível de altos dirigentes, que constantemente passam a ideia de epílogo e sugerem a aceitação das soluções que não são portuguesas.


 


Diabo - É preciso levantar o moral da nação?


 


José Hermano Saraiva - É. Não compreendo é que no momento em que se fala tanto em liberdade, se fale tão pouco em independência. Até porque a independência é a forma essencial da liberdade.


 


Diabo - Quando faz esse alerta significa que a independência está de alguma forma ameaçada?


 


José Hermano Saraiva - Creio que há pessoas que acreditam que ela está ameaçada e se resignam a isso. Vejo, por exemplo, com alarme, que deixou de se ensinar a História de Portugal aos portugueses. Pior: vejo pessoas envergonharem-se da História nacional, mas do que não conhecem – nunca um tão pequeno povo fez uma obra tão grande pelo entendimento entre todos os povos da Humanidade. Constato, tristemente, que em Portugal está na moda ser anti-patriota. O português culto deixou de ser patriota e pensa que o patriotismo é uma forma de paisagismo, rusticidade e sentimento rural.


Fala-se muito dos nossos vizinhos da Península. Há quem diga que eles fazem pela via económica o que não fizeram pelas armas...


Os espanhóis fazem aqui o que nós deixamos fazer. Não são os portugueses que vão, entre outras coisas, pôr gasolina a Espanha?


 


Diabo - Como comenta a sugestão do empresário José Manuel Mello para que “se começasse a fazer a Ibéria”?


 


José Hermano Saraiva - Ele que vá dizer isso no país Basco ou na Catalunha que sofreram na pele a destruição dos valores culturais próprios, de que resultou a sua integração na tal Ibéria. Eu sou pelas pátrias. Creio que a Ibéria seria muito mais rica se respeitasse as fronteiras de alguns dos seus componentes.


 


In Jornal O Diabo


 


E eu repito:


 

“Eu sou pelas pátrias”.


 

publicado por SSoldado_Lusitano às 14:22
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2005

Uma sociedade sem drogas

Deixo aqui alguns pontos para uma sociedade sem drogas:


 


q       deve-se começar a educar sobre as drogas mesmo as crianças de 9, 10 e 11 anos;


q       deve-se estabelecer programas educativos permanentes sobre drogas nas escolas, ou mesmo fora delas;


q       cada pai  deve empenhar-se sobre o assunto;


q       deve-se ampliar e diversificar as oportunidades, promovendo ocupações e lazer onde a droga não tenha lugar, é importante oferecer variadas actividades desportivas, recreativas, culturais, e outros. Estimular a imaginação criadora das crianças, adolescentes e jovens, apoiando-os nessas iniciativas.


q       deve-se lutar para que os pais não ofereçam bebidas alcoólicas ou cigarros aos seus filhos, e não querer torná-los (os pais) totalmente abstémios.


q       nos programas ou campanhas de prevenção, devem apresentar-se profissionais com formação especializada (médicos generalistas, psiquiatras, psicofarmacologistas, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, bioquímicos) ou pessoas com habilitação básica em saúde, educação, serviço social e áreas afins. É importante salientar que deve ser utilizada uma linguagem próxima do público alvo.


q       deve-se estabelecer programas a serem cumpridos de modo a que possam atingir realmente a população alvo, pois há profundas diferenças socio-económicas dessas populações alvo.


q       deve-se também mobilizar a opinião pública através de slogans, cartazes, mensagens.


 


Estes pontos são dirigidos à consciencialização dos jovens, visando na gravidade do problema e as suas repercussões no meio social.


 

Será isto utópico?
publicado por SSoldado_Lusitano às 14:05
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

Notícias da Europa


Por ano entram na Europa 500 mil imigrantes ilegais


A Europa é porta de entrada para 560 mil imigrantes ilegais todos os anos. Destes, dois mil africanos morrem ao tentar atravessar o Mediterrâneo, revela o relatório da Comissão Mundial sobre as Migrações Internacionais (CMMI). Actualmente, vivem 56, 1 milhões de estrangeiros no continente europeu, o que representa 7,7% da sua população, num total de 200 milhões no mundo, incluindo 9,2 milhões de refugiados.


O estudo "Migration in an interconnected world new directions for action", apresentado dia 5 de Outubro, pretende constituir um plano de acção para controlar os fluxos migratórios, dos quais as mulheres (48,6% dos imigrantes) e as crianças são as principais vítimas. As pessoas deslocadas constituem 3% da população mundial, 200 mil pessoas, o equivalente ao número de habitantes no Brasil.


Os países europeus atraem o maior número de imigrantes (28% do total), seguindo-se os Estados Unidos, com 35 milhões de estrangeiros (20%). Estima-se que 10 milhões de ilegais estejam em situação irregular em território norte-americano, a maioria oriundos do México. Todos os anos, 500 mil mexicanos tentam atravessar a fronteira para território norte-americano, registando-se uma média de 400 mortes anuais.


Os migrantes representam mais de 60% da população de Andorra, a maioria são portugueses, de Macau, Guam (ilha da Micronésia, Pacífico), Mónaco, Quatar e Emirados Árabes. A Rússia tem 13,3 milhões de imigrantes (7,6% do total), sendo que, pelo menos metade, são trabalhadores irregulares. A Alemanha tem 7,3 milhões de estrangeiros.


O documento da ONU confirma o enorme negócio que é actualmente o tráfico de seres humanos, entre 600 mil a 800 mil pessoas por ano, rendendo 8,2 mil milhões de euros anuais aos traficantes .


As Nações Unidas chamam a atenção para a importância da imigração para o impacto demográfico dos países desenvolvidos, sublinhando que sem os imigrantes a população na Europa tinha sofrido um decréscimo, entre 1995 e 2000, de mais de quatro milhões de pessoas. Destaca, ainda, o seu contributo para a economia mundial ao apontar dados do Banco Mundial que realçam os 200 biliões de euros gerados pelas remessas das migrações.


A CMMI apela às organizações internacionais relacionadas com a migração, nomeadamente o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, o Banco Mundial e a Organização Internacional das Migrações, para que criem condições no sentido de se eliminar os mitos em torno da imigração.


http://dn.sapo.pt/2005/10/11/sociedade/por_entram_europa_mil_imigrantes_ile.html


Quais mitos?


O “mito” da segurança das populações?


O “mito” do desemprego?


Estou claro a falar de imigrações e não de migrações.

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:55
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005

Sindicalismo

Para os operários que ainda hoje pensam que são os pobres, os desprezados:


 

Vocês não são os pobres, os humildes, os desprezados segundo a antiga retórica do socialismo literário; são sim produtores e nesta reivindicada qualidade, reivindicareis os  vossos direitos.
publicado por SSoldado_Lusitano às 14:59
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2005

5 de Outubro

" Conquistado o poder, o Partido Republicano nomeou um governo provisório, presidido por Teófilo Braga, mas cujos verdadeiros chefes eram os ministros do Interior (António José de Almeida), da Justiça (Afonso Costa) e, um pouco mais tarde, do Fomento (Brito Camacho). Em menos de um ano, o Governo Provisório conseguiu cumprir alguns dos pontos principais do programa republicano, bem como consolidar o novo regime, assegurar a ordem pública interna e alcançar o reconhecimento por parte das potências estrangeiras. Numa Europa conservadora e predominantemente monárquica, a posição da República Portuguesa apresentava-se plena de dificuldades e de perigos. Isto explica a preocupação de «ordem» e de tolerância que, acima de tudo, norteou os esforços dos governantes, travando iniciativas de tipo revolucionário, sobretudo no domínio social e alienando, ipso facto, as simpatias de muitos fautores da República, mormente entre as classes trabalhadoras. "


Continua em: http://www.presidenciarepublica.pt/pt/republica/republica.html


Este é o dia marcado pela mudança de regime.


Mudança a qual até hoje nunca foi referendada.


Já lá vão quase cem anos, o referendo do aborto, já é a segunda vez em 10, se quem nos governa quer tanto a legalização do aborto, porque não legalizam logo, em vez de andarem a dar uma de democratas, e de pôr o povo  a decidir (uma coisa que já foi decidida), isso tem um nome, eu chamo-lhe hipocrisia.


E os assíduos leitores?


Entretanto, é também de frisar que 5 de Outubro, é o aniversário de Portugal, dia em que no ano de 1143 se reúne em Zamora o Rei Afonso VII de Castela e Leão e Afonso Henriques



</blockquote>
publicado por SSoldado_Lusitano às 19:28
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2005

Emigração Portuguesa


Tarascon Sur Ariege é uma pequena localidade de 3500 habitantes no Sul de França, próxima de Toulose. A crescente onda de falências de fábricas no Norte de Portugal faz, todas as semanas, chegarem à pacata cidade jovens lusos. “Soube que há três dias chegou uma carrinha com dez portugueses para trabalhar numa empresa de obras. São rapazitos com 24 e 25 anos que vieram do Norte”.


 


Ler mais em:


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=176451&idselect=181&idCanal=181&p=0


 


 


De quem é a culpa?

publicado por SSoldado_Lusitano às 23:09
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