Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Acerca das nacionalidades...


De entre as leis de maior relevo político de um Estado soberano destaca-se a "lei da nacionalidade".


Nela se define o substrato de um dos três elementos do mesmo Estado, e que é o "povo" em sentido jurídico, e se determina quem é titular de um conjunto de direitos que a Constituição atribui exclusivamente a esse povo.


A lei da nacionalidade equivale à chave da "arca do convento", onde estão depositados todos os laços de sangue e atributos vivenciais, históricos, linguísticos e culturais que cimentam a identidade de um povo. E em Portugal essa identidade assume uma dimensão peculiar, já que povo e Nação logram coincidir. Por tudo isto, o nosso regime da nacionalidade, que integra a reserva de lei orgânica, deve ser tratado com o respeito que merecem os grandes códigos importa que mude o menos possível e sempre na base de consensos alargados.


A lei em vigor prevê, com generosidade, a aquisição da cidadania portuguesa por filhos de estrangeiros residentes, que tenham nascido em território português, contanto que os pais residam com título válido de autorização há pelo menos seis anos (cidadãos de países de língua portuguesa), ou dez anos ( outros países), e que os próprios declarem a partir dos 18 anos que querem ser portugueses .


Uma proposta mal avaliada... Surge agora a notícia de que a actual maioria pretenderia rever a lei, de forma a permitir que filhos de estrangeiros residentes pudessem naturalizar-se, independentemente da sua situação legal.


Alguns dos que defendem a flexibilização dos pressupostos de aquisição da cidadania fazem-no pelas melhores razões. Terá sido o caso do actual Governo, que se propõe, no seu programa, atribuir esse direito a filhos de estrangeiros que, nascendo no território, tenham "fortes laços com Portugal". Terá sido, também, o caso do padre Vaz Pinto, que qualifica a iniciativa como um factor de "humanização" e de integração cívica.


Diversamente, outras posições homólogas, como as do PCP (desesperado por aumentar a base de votantes), dos "bloquistas" (que defenderam que o "arrastão" de Carcavelos foi resultado de uma carga policial) e do bispo Torgal Ferreira (que não sabe, sequer, do que fala), primam pela mais pura desonestidade intelectual.


E o certo é que uma lei desta importância não deve ser alterada na base de simples devaneios filantrópicos ou de "explosões de alma" de um Presidente da República em final de mandato, ocorridas durante uma visita angustiada à Cova da Moura.


O facto de as leis constituírem opções políticas não prejudica a necessidade de deverem ser avaliadas em termos de custos, benefícios e riscos.


Ora, no caso da revisão legal em apreço, as estatísticas desmentem que uma hipotética aquisição da nacionalidade por filhos de estrangeiros ilegais reforce o propósito da sua integração na sociedade portuguesa.


De acordo com o Observatório Permanente da Juventude, de entre 40% dos jovens inquiridos de origem africana que possuem nacionalidade portuguesa, apenas 4% se identificam primariamente como cidadãos portugueses. O problema parece estar, deste modo, na má gestão da política de integração e não na aquisição da nacionalidade, pelo que a flexibilização do actual regime irá apenas aumentar o número de cidadãos "semânticos" que não se querem identificar como portugueses.


Não se logrando antever os benefícios da lei, já os seus custos e riscos saltam à vista desarmada. Assim, jovens criminosos estrangeiros que presentemente são passíveis de expulsão para os territórios de origem deixariam no futuro de o poder ser, depois de devidamente "carimbados" com a nacionalidade portuguesa.


Por outro lado, a imposição do novo critério do jus solis convidará a uma "invasão" de Portugal por ilegais que aqui virão ter filhos "portugueses" e que não poderão ser expulsos do País, já que a Constituição proíbe que os pais possam ser separados dos filhos.


Será, finalmente, que os patrocinadores da revisão legal calcularam a possibilidade de novas manifestações, como a do Martim Moniz, virem a passar de 500 para 5000 participantes, já nos próximos anos?






 http://dn.sapo.pt/2005/06/28/opiniao/sombras_sobre_a_da_nacionalidade.html






Achei importante publicar aqui este artigo, porque reforça a minha posição acerca da lei da nacionalidade, gostei bastante da forma como foi escrita, um toque de ironia, uma "malagueta" para a esquerda, dou desde já os parabéns ao autor deste artigo.


Portugal Sempre!

publicado por SSoldado_Lusitano às 21:41
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

Há limites...

Porque está tanta gente surpreendida e preocupada com a situação do país?


 


Não podemos viver sempre na mentira!


 


Desde o golpe de estado em 1974 que se vive “no país das maravilhas”.


 


Ou seja, desde a altura em que o “Poder saiu à rua”. Digamos que a população portuguesa há 30 anos, até hoje anda a fazer de cigarra e muito poucos a cumprirem o papel de formigas.


 


Estamos sem rumo.


 


A situação de Portugal é simples;


 


os portugueses pensam que sofreram muito com a ditadura, logo agora há que haver pandega, farra, além disso tivemos de entrar na União Europeia, (ou melhor entramos na CEE, que mais tarde passou a CE, e agora a UE).


 


Quando entrámos em crise, os fundos europeus contrabalançaram a balança provocando o desleixo nacional.


 


Isto agregado “há pesada herança” (ouro e divisas) deixada pelo anterior regime deu uma ajuda... ... porém, isto acabou.


 


A política já não é política. É apenas demagogia na tentativa de continuar a exercer o poder.


 


O fim de todas estas ilusões será nefasto, irá ser doloroso o regresso à integridade, ao trabalho (com interesses nacionais).


 


Não podemos encolher os ombros!


 


Portugal Unido, será forte e vencerá!


 

Portugal Sempre!
publicado por SSoldado_Lusitano às 16:42
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Portugal?

Pois bem, o autor deste blog (eu), tem o hábito de colocar um artigo antes do fim-de-semana (sexta-feira), de modo a manter uma certa rotina, e um maior visionamento dos conteúdos dos textos, contudo, não posso deixar de assinalar esta medida que ao que tudo indica será posta em vigor brevemente:


 


 






 


 


 http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=179467 






 


Ou seja, esta é a solução para os problemas, do aumento da criminalidade em Portugal, assaltos em comboios na linha de Sintra, arrastões em Carcavelos, e Quarteira, assassinato de agentes da autoridade, assassinato, espacamento, violação de jovens por gang(ue)s africanos, tudo e mais alguma coisa que estes indivíduos fazem, ainda com imigrantes de leste, que pela justiça são presos em Portugal, em vez de serem repatriados para os seus respectivos países, que fogem de prisões, entre outras coisas, é dado aos seus filhos a nacionalidade portuguesa...


 


Para que serviu a manifestação de 18 de Junho?


 


Passaremos nós OS PORTUGUESES, após esta lei entrar em vigor a sermos considerados, portugueses antes do holocausto, e "os portugueses", que surgirão (serão muitos), pois é sabido que em média uma imigrante africana em Portugal alberga entre 5/6 crias, e uma portuguesa tem em média 2/3 filhos, (falo apenas nos imigrantes africanos, pois é a maior comunidade imigrante que Portugal possui), serão considerados portugueses do holocausto, pois o português que hoje conhecemos, será diferente do "português" de amanhã, para começar:


 


 



  • ...os "portugueses" não se parecerão nada com os europeus, em relação à cor de pele, bem como outras coisas;
  • ...cultura e identidade diluir-se-á, e irá desaparecer;
  • ...

 


Em suma, será o desaparecimento de Portugal


 


Em nome de Portugal eu apelo que o Governo considere as consequências desta lei, e se o “tiro sair pela colatra”, ou seja, se a criminalidade persistir, qual será o próximo passo?


 


Entregar Portugal a África?

publicado por SSoldado_Lusitano às 03:04
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2005

Acordo UE/China

Indústria têxtil recebe acordo UE/China de braços abertos


“O acordo concluído a 10 de Junho, durante uma deslocação do comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, a Xangai, foi considerado pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal como “uma incontestável vitória do associativismo têxtil nacional, e também europeu e mundial”.


Também em comunicado a União francesa das Indústrias de Vestuário (UFIH) qualificou o acordo de “positivo” e sublinhou que a “auto-limitação para os anos de 2005, 2006 e 2007, numa progressão anual de cerca de 10%, aceite pela China, para as categorias de vestuário mais sensíveis, é um avanço positivo nas relações comerciais entre a UE e a China”.(...)


Este acordo não significa, porém, que a Comissão Europeia pode – ou vai – baixar os braços. A ATP alerta que “é necessário permanecer vigilante no cumprimento do acordo, pois a China é um interlocutor difícil e o histórico relacionamento não é o mais edificante”. Por isso a associação portuguesa recomenda que é necessário verificar se “esta auto-limitação das exportações para a Europa não será seguida de procedimentos de ‘transhipment’ a partir de outros países, mantendo-se dessa forma e, por outros expedientes, o crescimento descontrolado dos fluxos de mercadoria, que efectivamente são oriundos da indústria chinesa”.


Além disso, o acordo contempla apenas dez categorias e de fora estão outras de grande sensibilidade para a indústria têxtil nacional, pelo que a ATP recomenda que as autoridades europeias pressionem a celebração de novos convénios ou a extensão do presente a outras categorias.


Principais pontos do acordo



  • O acordo cobre dez das 35 categorias têxteis chinesas liberalizadas a 1 de Janeiro;

  • A UE aceita pôr fim às investigações em curso sobre estas categorias;

  • O acordo limita o crescimento das exportações das dez categorias entre 8% e 12,5% ao ano para 2005, 2006 e 2007. Estes níveis serão calculados com base nos níveis de dois ou três meses após a eliminação das quotas;

  • Para as categorias não contempladas e para 2008 a UE vai levar a cabo acções para restringir as exportações de acordo com o artigo 242 do protocolo de adesão da China; - Os dois lados estão sempre prontos a discutir qualquer aspecto relacionado com a implementação do acordo;

  • O acordo terá de ser aprovado pelos Estados-membro e pelas autoridades chinesas competentes. No entanto, este não é o único sector que ameaça os mercados mundiais, sendo que o calçado e as bicicletas parecem ser os produtos que se seguem. Bruxelas demonstrou a sua preocupação com o crescimento de quase 700% nas exportações de calçado desde Janeiro.(...)”





 http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,642853,00.html






É também com algum contentamento que assisto a tal acordo de limitação, pois sem o mesmo Portugal era dos países mais afectados com a liberalização do mercado para com a China, sendo prejudicado mais gravemente na produção de t-shirts, onde a exportação chinesa aumentou cerca de 187%, apenas no 1º trimestre deste ano (2005), em Portugal verifica-se uma quebra de produção de 30 a 50% em relação a t-shirts, pois é sabido que o mercado português de têxteis é ainda bastante frágil.


 


Contudo, com este acordo apenas atenua esta situação, na minha opinião pessoal, o mais eficaz seria cancelar os acordos com o “monstro chinês”, porém este é um ponto positivo para a UE, contudo tardio, pois um dos objectivos da UE é defender os interesses dos estados-menbros, e tal objectivo foi cumprido um pouco tarde...


 


Devemos optar pelo que é de maior qualidade (o têxtil nacional, diga-se português, é de maior qualidade que o têxtil chinês).


Devemos defender os têxteis nacionais, o produto Português!


Portugal Sempre!

publicado por SSoldado_Lusitano às 21:32
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2005

10 de Junho

Como chegamos ao dia da nação?


O Dia de Portugal comemora-se actualmente a 10 de Junho, data da morte de Luís de Camões. Mas nem sempre foi assim.


A Institucionalização de carácter permanente vem dos tempos do Estado Novo.


Pode ressaltar a ideia que antigamente a nacionalidade não se celebrava. Contudo, não se tratava disso. Desde que Portugal é país tem sido indispensável lembrar factos autênticos ou períodos decisivos da nossa biografia. E para qualquer dos casos, está o calendário histórico nacional recheado de datas comemorativas.


São os casos, entre outros, do 5 de Outubro, dia da Implantação da República, e do Primeiro de Dezembro, celebrando a Restauração de Portugal. Esta última data é sem dúvida mais consensual, na medida em que manifesta a vontade generalizada de libertação de um poder estrangeiro, no caso espanhol.


O fundador do País


Mas a substância do termo nacionalidade liga-se obrigatoriamente ao país e à sua especificidade. Não havendo país, é pouco provável que se venha a desenvolver qualquer tipo de consciência de identidade.


Reunindo consenso entre a maioria dos historiadores, julga-se provável que Afonso Henriques, nosso primeiro Rei, tenha evidenciado, pela primeira vez, um agudo sentido de identidade... nacional. Quer isto dizer que, embora Portugal não fosse, na altura, mais do que um pequeno condado, enquadrado num espaço físico aonde cabiam também Galiza, Leão e Castela, o filho do Conde D. Henrique ter-se-á então apercebido do propósito político de uma determinada faixa geográfica litoral que viesse a prolongar-se até ao limite sul, deixando, como é óbvio, os espanhóis de fora. Por audácia, superioridade guerreira e, há quem diga, despeito à família de sua mãe, isto porque já nessa altura via claro o traçado de um caminho conjunto, fora da vassalagem ao Imperador leonês, Afonso VII. De facto, o Príncipe foi escolhido e eleito pelos barões e nobres para levar a bom termo o objectivo de independência.


O princípio da nacionalidade


Portugal não começou, nem se fez, num dia. Algumas datas, com os seus marcantes eventos, ajudam a visualizar a romântica, ainda que em certo sentido, fictícia, aurora da nossa nacionalidade.


Uma delas é o dia de S. Mamede, a 24 de Junho de 1128 – Afonso Henrique enfrenta as tropas de sua mãe e sai vitorioso. O local da batalha é referido como próximo de Guimarães, daí que ainda hoje seja referido como o berço da Nação.


Outra data é 24 de Julho de 1137, quando se dá a importante Batalha de Ourique. Recheada de conteúdo místico, verdade inclui a vitória do Príncipe portucalense derrotando as forças muçulmanas e confirmando a linha de fronteira cem quilómetros para sul. Uma e outra conjugam-se para traçar o plano de independência do futuro país.


É indiscutível que Afonso Henriques encarnou o visionário da nação portuguesa como território pertencente a um povo, destinado a uma história exclusiva. Se para alguns ele foi um anjo que comunicava com Deus, para outros foi um valente e sanguinário guerreiro. O que interessa é que os alicerces de Portugal ficaram montados. Portugal esse que se mantinha ainda projecto. O Rei português percebe que só jurando vassalagem a Roma alcançará o objectivo pretendido e de facto a independência vem a ser formalmente reconhecida em 1179, pela Bula Papal Manifestis Probatum.


Depois do princípio Estas são as referências que nos levam aos primórdios do sentimento de nacionalidade. Sabe-se que os reis seguintes continuaram a defender e a alargar as fronteiras, numa luta renhida contra os muçulmanos e contra Castela. As grandes crises de Independência, primeiro em 1383-85 e mais tarde em 1580-1640, vieram realçar a consciência de país. Com raízes na estima da nação, este sentimento de nacionalidade sustenta-se num profundo reconhecimento de um destino que contém uma mesma língua, raça, território, cultura e ambições políticas.


A resolução da primeira grande crise, com subida ao poder de D. João I e o arranque da segunda dinastia é a comprovação de uma já enraizada convicção de unidade. É com este Rei que uma das maiores proezas de Portugal se resolve e inicia. Segundo alguns historiadores, "a epopeia dos Descobrimentos veio a mudar o curso da história mundial e consagrar-lhe lugar destacado no Mundo".


Camões e a nacionalidade


Por outras mui nobres palavras, os Descobrimentos vieram "dar novos mundos ao Mundo". Trazem a fama, fortalecem a ideia de união e objectivo comum. Pode ser apenas uma interpretação; para além dos Descobrimentos e para além da História, Portugal permanece. Mas a epopeia transforma-se em ícone, símbolo da grandeza da nação. Pelo menos durante um tempo. Quando Luís Vaz de Camões nasce, ninguém sabe exactamente onde, nem em que data, mal se imaginavam as consequências da futura batalha de Alcácer Quibir. O poeta leva vida de aventura e boémia mas projecta a Língua Portuguesa além mar. Terá perdido um olho em Ceuta e ter-se-á milagrosamente escapado de um naufrágio, trazendo ao Rei D. Manuel o seu poema épico.


Ainda em vida é-lhe reconhecido o mérito, passando a receber uma tença régia de 15 mil reis, que se supõe, gastaria na boémia. As suas últimas palavras terão sido qualquer coisa como "Morro com a Pátria!". No dizer dos mais sensíveis, assim aconteceu. Deixou vasta obra que o consagra como dramaturgo, um dos maiores poetas de toda a terra, cultor da Língua Portuguesa, génio imortal. E, tal como os honrosos feitos das Descobertas, Luís de Camões torna-se o ídolo da nacionalidade, memória recorrente sobretudo em tempos de crise.


Seguem-se os anos negros de domínio espanhol. A Independência, em 1 de Dezembro de 1640 veio mostrar que, afinal, havia ainda "que cumprir Portugal". Camões já não estava cá para assistir, mas Portugal avança de novo. Rodando no tempo, passando da Monarquia à República, cruzando crises e regicídios, a nacionalidade está afirmada.


O conceito de nacionalismo


Já durante a monarquia, o poeta era o emblema de um Portugal conquistador e grandioso. No tricentenário da sua morte houve direito a festejos de arromba, com a trasladação das ossadas para o Mosteiro dos Jerónimos. A esta cerimónia assistiu a família real, ainda que com certa relutância. Não admira, pois o facto foi politicamente aproveitado. O Partido Republicano, em atitude temperada por pontual saudosismo, visava lembrar o Poeta e, simultaneamente, o país antigo. Era uma crítica camuflada mas possível.


O conceito moderno de nacionalismo é discutível e ambíguo, facilmente aproveitado para fins diversos. No Estado Novo confundia-se com o orgulho de uma raça que se cria de ascendência comum, mas se fazia abertamente ligar a princípios extremistas ou fundamentalistas. Terá sido relativamente fácil e conciliatório pegar na empolgante figura de Luís de Camões e transformá-lo no símbolo português de referência.


Como facto político, as comemorações do Dia de Camões não vieram a ter continuidade. Durante a República por exemplo, o 10 de Junho celebrou-se mas sem carácter permanente.


Datas e festas


Outras datas e festejos se conjugaram para comemorar o espírito da nacionalidade. As comemorações henriquinas são outro exemplo, e o Infante D. Henrique mantém actualmente um alargado leque de admiradores, ainda que com direito a controvérsia. É também durante o Estado Novo, que se celebram os 500 anos da morte do Infante com programação diversificada, tendo como destinatários todos os portugueses, incluindo emigrantes e até estrangeiros. Pretendia-se a divulgação da grandiosidade do passado. Na sombra ficavam os interesses colonialistas.


Em 1944, na cerimónia de inauguração do Estádio Nacional, Salazar refere o dia 10 de Junho como o Dia da Raça. Mas a designação é discutível e não perdura. Já em 1960, em pleno colonialismo e crise, iniciam-se as cerimónias de condecorações aos feridos e mortos na Guerra do Ultramar. À luz de qualquer democracia, estas iniciativas são significativamente tristes e hipócritas. Foi apenas no seguimento da Revolução de Abril que o dia da morte de Camões veio a conjugar-se com os festejos da nacionalidade mas num conceito alargado. Actualmente, o dia 10 de Junho é chamado de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Há quem admita que assim se poderá dar um maior reconhecimento a todos aqueles que espalham o nome português pelos quatro cantos do Mundo. Ao contrário do antigo vigente conceito nacionalista exacerbado, hoje o relevo é dado ao emigrante. Para alguns, eles são o claro sinal da moderna expansão portuguesa.


Constança Vaz Pinto in Correio da Manhã 2001






http://www.instituto-camoes.pt/escritores/camoes/diaportugal.htm






Hoje é o dia de Portugal!


Portugal Sempre!

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:28
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2005

Vésperas do 10 de Junho


Em jeito da comemoração de 10 de Junho(amanhã), dia de Portugal, Dia de Camões, deixo aqui uma música de uma banda portuguesa, os Alcoolémia.



Portugal, o nosso País






Portugal, coitado de ti


Estas doente, és maltratado


Qual será o Teu fim?


És cada vez mais desprezado.


 


O teu Povo está tão mal


Quase sem força para viver


Este caminho é fatal


Há quem não tenha o que comer.


 


Tenho orgulho de ser Português


Sinto o calor do nosso fado


O suar de uma guitarra


Que por nós é tão amado.


 


(Refrão)


Cantai comigo em Português


Parados não Podemos ficar


Portugal é o nosso País


Por Ele temos de batalhar.


 


Refrão


 


Portugal, fia-Te em mim


Não te deixes enganar


Há quem nada sinta por ti


Há quem nunca soube te amar 


 


Tenho orgulho de ser Português


Sinto o calor do nosso fado


O suar de uma guitarra


Que por nós é tão amado


 


Refrão 3x







Amanhã é o dia em que devemos pensar no nosso país, relembrar...


... a nossa história, a nossa tradição, os heróis da nossa pátria aqueles que lutaram pela independência e soberania nacional, Viriato, D. Afonso Henriques, soldados e marinheiros, estadistas, enfim todos os que elevaram o nome de Portugal.


Amanhã é o dia de Portugal!


Portugal Sempre! 

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:09
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2005

Portugueses Primeiro

O que se passa com Portugal?


Os jovens e os idosos não têm direito a uma casa, mas as numerosas famílias africanas e as famílias de etnia cigana têm?!?


É raro o mês em que não se ouve tal coisa.


Claro que toda a gente merece viver com o mínimo de condições, mas dar preferência a imigrantes que nada ajudaram ao desenvolvimento de Portugal...


Supostamente os nossos idosos que após uma árdua vida recebem reformas miseráveis, os jovens portugueses, recentemente casados ou com futuro profissional, deveriam ter prioridade na habitação, ou não?


Isto traz também consequências nefastas para a continuação de Portugal, já que no caso dos jovens, os mesmos estão privados de ter o número de filhos que desejam, devido á falta de condições, pois muitas vezes vivem na casa dos pais.


É normal chegarem a bairros ilegais, recensearam os imigrantes ilegais que por lá habitam, passado poucos meses, realojam-os numa nova urbanização.


É de salientar num bairro ilegal, os seus habitantes para além de não pagarem rendas, roubam água e electricidade às companhias. (Ex: Quinta do Mocho)


Normalmente são realojados os ciganos, os africanos e os toxicodependentes.


Ou seja, pessoas que vigarizam e roubam os portugueses e que muitas vezes se dedicam ao tráfico de drogas, dá-se casas novas! Aos nossos toxicodependetes, que não têm possibilidade de pagar rendas normais, mas têm 400 a 500 euros para gastar em heroína, dá-se casas novas!


Em suma, aqueles que contribuem para o bem da nação, que são cumpridores, só a custo conseguirão adquirir ou manter uma habitação digna para si e para os seus. Contudo, quem vive à margem das nossas instituições e leis, e que nada de proveitoso faz, facilmente adquire um imóvel.


Isto está mal! Os portugueses dignos devem ter prioridade de realojamento em Portugal.


Os Portugueses primeiro!


Portugal Sempre!

publicado por SSoldado_Lusitano às 12:20
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