Sábado, 14 de Janeiro de 2006

Presidenciais para reflectir

Apesar de até agora ter evitado referir as presidenciais aqui, não posso deixar de referir este artigo in Correio da Manhã


 


As eleições presidenciais do próximo dia 22 de Janeiro vão custar cerca de 12 milhões de euros aos contribuintes. A estrutura que gere a máquina eleitoral prevê um orçamento de despesas directas de 10,5 milhões de euros, mas nem todos os custos estão orçamentados.


 


Se comparadas apenas os gastos directos previstos com tempos de antena, logística e material, a inflação de custos face à campanha de 2001 que conduziu Jorge Sampaio à reeleição ascendeu a 60%.

Dos 10,5 milhões de gastos directos imputados , cerca de 4,5 milhões de euros serão gastos apenas no espaço nas televisões e rádios para os tempos de antena dos seis candidatos: Cavaco Silva, Mário Soares, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira. Em 2001, os tempos de antena não foram além dos 3,56 milhões de euros. Menos um milhão de euros para passar a mensagem política aos portugueses face a estas eleições.

Para as presidenciais de 22 de Janeiro é na logística que está a segunda maior ‘fatia do bolo’: mais de quatro milhões de euros estão destinados para o pagamento das pessoas que asseguram o funcionamento das mesas de voto. No total são cerca de 60 mil cidadãos que no dia das eleições estão a trabalhar nas urnas, recebendo cada uma delas cerca de 70,5 euros. Os restantes cerca de dois milhões de euros são gastos na renovação de material, como as urnas e as cabinas de voto, e com as compensações atribuídas aos funcionários das Juntas de Freguesia e dos governos civis. Por exemplo, só no Governo Civil de Braga estarão a trabalhar 18 funcionários.

Os números de 2001, gastos em logística, também são bem inferiores aos de 2006: mais do dobro. Há cinco anos gastou-se 1,93 milhões de euros em compensações para os membros das assembleias de voto. Nas impressões de boletins de voto e transporte foram gastos 300 mil euros; na substituição de urnas danificadas, o Estado despendeu 130 mil euros, além de 41 mil euros em material eleitoral.

A verba de 10,5 milhões de euros estimada para 22 de Janeiro poderá, no entanto, ser agravada, se a ela juntarmos, por exemplo, as horas extras dos cerca de 40 funcionários do STAPE que no dia das eleições têm de garantir o funcionamento do organismo.

Os custos relacionados directamente com as eleições, mas que não são incluídos no orçamento para o acto eleitoral, poderão elevar a verba para os cerca de 12 milhões de euros, explicou Andrade Pereira, director-geral do STAPE.

Mas o custo das eleições para os cofres públicos ainda é acrescido de subvenção pública equivalente a 10 mil salários mínimos –3,75 milhões de euros atribuída aos candidatos, conforme os votos. Mas para os candidatos conseguirem uma parte deste bolo têm de conseguir no mínimo 5% dos votos expressos.

As urnas abrem às 8h00 do dia 22 de Janeiro, mantendo-se abertas até às 19h00. No mesmo dia são contabilizados os votos dos emigrantes portugueses e os votos antecipados. Eleitores internados em hospitais, presos e todos aqueles que por motivos profissionais não podem deslocar-se às urnas no dia da eleição, têm direito a votar antes.

CAPACIDADE INFORMÁTICA

O apagão nas eleições autárquicas de 9 de Outubro de 2005 levou o Governo a alterar o sistema informático. Andrade Pereira, director-geral do STAPE, está confiante que o sistema informático não vai bloquear no dia 22 de Janeiro. “Não temos razões para acreditar que voltará a acontecer, já que aumentámos a capacidades das máquinas”, disse.

Segundo o mesmo responsável, a despesa com meios informáticos “registou um aumento exponencial” para estas eleições face às de Janeiro de 2001, que custaram ao Estado cerca de 60 mil euros.

Em termos globais, em 2005, o Estado gastou 19,5 milhões de euros em dois actos eleitorais. Curiosamente, o acto mais caro foi aquele que determinou a maioria absoluta do PS: as eleições legislativas de 20 de Fevereiro. Cerca de 10,5 milhões de euros foi o valor despendido neste acto eleitoral. Já os restantes nove milhões de euros foram gastos nas eleições autárquicas de 9 de Outubro. De acordo com Andrade Pereira, as autárquicas têm um valor ligeiramente mais baixo já que não há tempos de antena. No acto eleitoral de 22 de Janeiro podem votar 8 806 400 eleitores em território nacional, enquanto no estrangeiro serão 187 370 pessoas.
 


 


 


 


Destaco ainda um comentário


 


“E alguns candidatos ainda pedem a 2ª volta. É só mais uns milhares de euros. Tb há dinheiro para Ota e para o TGV. A situação do país só está mal qdo é preciso pagar aos trabalhadores.”

Noticia Completa aqui

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:25
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1 comentário:
De FERREIRA a 17 de Janeiro de 2006 às 18:14
CARO AMIGO
Quantas mais eleições melhor, mais entra no bolso dos contribuintes a favor de meia duzia de mamões, mas o Zé continua a bater palmas, e é isto que náo entendo
Só o Mario no Porto foi para um Hotel de luxo, acompanhado de 70 famintos

UM ABRAÇO

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