Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2006

Internacional



 


Paris - Duzentas mil pessoas desfilaram domingo em Paris em homenagem a Ilan Halimi, um jovem de religião judaica de 23 anos, torturado durante mais de três semanas e assassinado por motivos raciais.


 


Ilan Halimi, um jovem de religião judaica, vendedor numa loja de telemóveis em Paris, foi raptado por um «gang» autodenominado «Gang dos Bárbaros», chefiado por Yusuf Fofana.

Durante mais de três semanas, Ilan foi mortalmente torturado e humilhado, enquanto o «gang» exigia à sua família um resgate de 450 mil euros, sob o pretexto de que «todos os judeus são ricos, e caso não o sejam, a comunidade judaica une-se para ajudar».

Raptado à saída do seu trabalho no dia 29 de Janeiro, Ilan Halimi foi encontrado no dia 13 de Fevereiro agonizante, nu, algemado e com sinais de queimaduras e golpes, numa estação de comboios da periferia da capital galesa.

Segundo o ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, o crime praticado contra o jovem judeu foi um «acto claramente racista e anti-semita», revelando que no local utilizado pelos sequestradores foram encontrados vários documentos de carácter «islamista e propaganda salafista».

Detido e torturado, durante todo o tempo, na cave de um prédio social, todos os residentes do bairro, maioritariamente magrebinos, afirmaram à polícia que não suspeitaram de nada. No entanto, a polícia deteve mais de 13 pessoas, entre os quais o porteiro do prédio, todos acusados de cumplicidade no rapto.

Yusuf Fofana, autoproclamado o «cérebro» dos «Bárbaros», estratega do rapto, refugiou-se na Costa do Marfim, localizado pela polícia francesa, que entretanto emitiu um mandado de captura internacional, aguarda a extradição.

A 26 de Fevereiro, sob o choque da tortura e assassinato de Ilan, respondendo ao apelo de várias organizações judaicas e anti-racistas 200 mil pessoas desfilaram em Paris em homenagem ao jovem judeu e em protesto contra os crimes anti-semitas que se multiplicam em França.

Poucos meses após os motins que incendiaram a região parisiense, consequência da morte acidental de dois assaltantes magrebinos que se refugiaram num posto de alta tensão, a comunidade muçulmana de França teme que seja intensificada a amálgama já bem patente na sociedade francesa, onde o islão, segunda religião de França, é frequentemente associado a criminalidade, vandalismo e violência.

publicado por SSoldado_Lusitano às 01:01
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