Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005

Natal e Ano Novo


Boas Festas


publicado por SSoldado_Lusitano às 19:02
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Portugal, ouro, Salazar


</span>

Ora, esta é a herança de Salazar, aquela herança conseguida à custa de uma vida medíocre, para muitos portugueses, contudo, a mediocridade continua com o destino dos ganhos, desprovidos de objectivos práticos. O principal objectivo passa por um melhoramento da vida dos portugueses, isso sim, seria patriótico, e seria “calar” Salazaristas, tendo também em conta como é obvio que os ganhos não devem ser distribuídos de forma anárquica como Vasco Gonçalves protagonizou após a revolução de Abril...

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:38
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

Portugueses n'África do Sul




 


...elevando para 15 o número de portugueses
ou luso-descendentes assassinados este ano (2005), na África do Sul.


 


Porque razão o governo português não zela pela segurança dos portugueses?


 


Saber mais...


 




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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm"><SPAN lang=EN-GB style="COLOR: black; mso-ansi-language: EN-GB"><FONT face=times><FONT size=4>
<DIV class=side><A href=""></FONT></FONT></SPAN>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm"><SPAN style="COLOR: black"><FONT face=times size=4>
<DIV align=left><A href="http://www.lusa.pt/print.asp?id=SIR-7584753</FONT></SPAN></A><FONT face=times size=4>" target=_blank></FONT></SPAN><FONT face=times><FONT size=4><SPAN class=titulored1><SPAN style="COLOR: black; mso-ansi-font-size: 14.0pt; mso-ascii-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: 'Times New Roman'"><STRONG></STRONG></SPAN></SPAN><SPAN class=titulored1><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: black; mso-ansi-font-size: 14.0pt; mso-ascii-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: 'Times New Roman'">África do Sul: Portuguesa morta por estrangulamento, marido</SPAN></SPAN><SPAN class=titulored1><SPAN style="COLOR: black; mso-ansi-font-size: 14.0pt; mso-ascii-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: 'Times New Roman'"><STRONG> </STRONG></SPAN></SPAN><SPAN class=titulored1><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: black; mso-ansi-font-size: 14.0pt; mso-ascii-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: 'Times New Roman'">espancado</SPAN></SPAN><SPAN style="COLOR: black"></A></DIV></A><BR></DIV></SPAN></FONT></FONT>
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<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4> <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times size=4>...elevando para 15 o número de portugueses<BR>ou luso-descendentes assassinados este ano (2005), na África do Sul.</FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4> <o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times size=4>Porque razão o governo português não zela pela segurança dos portugueses?</FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4> <o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times size=4>Saber mais...</FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4> <o:p></o:p></FONT></FONT></P>
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<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt">"Os primeiros europeus a chegarem à África do Sul foram os portugueses. Ao longo dos séculos os seus barcos faziam aqui escala a caminho da Oriente (India, Macau, Timor, etc), mas também de Moçambique. Atestando a sua presença diversas Regiões e localidades continuam a possuir nomes portugueses (Cabo, Natal, etc).  </SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 12.0pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face=times><FONT size=4>Antes da fundação de uma colónia, no século XVII, pelos holandeses, não podemos falar de emigração. <o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face=times><FONT size=4>João de Souza é considerado o primeiro emigrante português da nova colónia. Era de origem judaica e no dia 5 de Agosto de 1696 foi baptizado numa igreja reformada holandesa da cidade do Cabo. <o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face=times><FONT size=4>Entre os emigrantes portugueses mais famosos, conta-se Fernando Pessoa, que viveu e estudou em Durban, onde possui aliás uma estátua<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face=times><FONT size=4>A grande vaga de emigrantes deu-se a partir dos anos 50 do século XX, na sua maioria oriundos das ilhas da Madeira. <o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="MARGIN-RIGHT: 29.2pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt">Após a Independência de Angola e Moçambique (1975), ocorreu uma segunda vaga, quando milhares de portugueses que haviam abandonado estes países se fixaram na África do Sul. Muitos acabam por identificados com a política racista do seu governo branco.  </SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 12.0pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times size=4>Com o fim do regime do "apartheid", em 1990, todos os brancos, incluindo os portugueses, passam a acusados de terem colaborado com as práticas racistas anteriores. Não tardou em ocorrer um aumento dos atentados e assassinatos de brancos. Até 2000 foram assassinados 20 portugueses. Esta comunidade ficou então alarmada com a escalada da violência. No dia 15 de Novembro de 2000, realiza uma marcha em Joanesburgo, contra a violência, acusando o Governo Sul Africano de nada fazer. Na altura o ministra da segurança, Steve Tshwete (entretanto falecido) acusa a comunidade portuguesa de ter colaborado com o regime do "Apartheid", e estar envolvida em "crimes" no país.  No ano seguinte foram mortos 31 portugueses. Nos primeiros 6 meses de 2002 foram mortos 15. Não estamos perante qualquer perseguição de cariz racista a uma dada comunidade, mas de um aumento brutal e da criminalidade neste país, onde as clivagens sociais  continuam a ser enormes. </FONT></P>
<P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 29.2pt 0pt 0cm; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=times><FONT size=4> <o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA"><FONT face=times size=4>Quantos emigrantes portugueses residem na África do Sul ? Os números continuam a ser muito diversos.Chegaram a ser 600 mil, actualmente serão perto de 500 mil, embora os dados consulares registem apenas 135 mil (dados de Julho 2002)".</FONT></SPAN></P></SPAN></BLOCKQUOTE>

"Não estamos perante qualquer perseguição de cariz racista a uma dada comunidade, mas de um aumento brutal e da criminalidade neste país, onde as clivagens sociais continuam a ser enormes."

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publicado por SSoldado_Lusitano às 06:22
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

É cultura?

Só os tontos é que chegam a horas


 


Desde que apanhámos esta mania de que a Europa é que é bom, tem vingado uma persistente política de destruição dos valores nacionais, a troco de uma cambada de mariquices importadas. É o caso do tinto vem sendo destronado por bebidas “light” e mixórdias de açúcar, são as tripas que passaram a raridade de museu, os restaurantes onde não se pode fumar e mais um rol interminável de desrespeitos ao túmulo de Afonso Henriques.


 


A ultima moda é implicarem com a questão dos horários. Que isto não pode continuar assim, que é uma vergonha porque em Portugal ninguém cumpre horários, que chegam tarde às reuniões, que damos mau exemplo aos gajos da estranja, e eu sei lá que mais tonterias.


 


Os propagadores destas ideias provam ser umas completas bestas quadradas e vê-se logo que não percebem nada do país, que infelizmente os teve de criar, pelos visto mal, porque estas coisa se atacadas logo na meninice com umas valentes cachaporras ficam curadas para sempre. O que se passa realmente, e que esta cambada ainda não entendeu, é que nós não somos nem desorientados, nem uns mal educados.


 


Antes pelo contrário. Basta desfolhar qualquer manual de boas maneiras e vem lá escarrapachado que nunca se deve chegar a horas a um jantar, a um casamento ou a uma festa. Os portugueses cumprem religiosamente estas normas, demonstrando estar no capitulo da etiqueta muito acima da maioria dos países. Quanto ao resto trata-se de um profundo erro de análise. Nós não chegamos atrasados. O que se passa é que ao longo de gerações desenvolvemos um código próprio de conduta, uma espécie de linguagem temporal que se fosse observado por todos, nos tornaria nos tipos mais acertadinhos. Até os suíços se roíam de inveja.


 


Quando, por exemplo, um chefe marca uma reunião no escritório para as nove, toda a gente sabe, incluindo o próprio, que a coisa só vai começar entre as nove e meia e um quarto para as dez. É a essa hora e não antes que se devem apresentar os convocados, que só se incluem na condição de atrasados por um mariquinhas lambe botas ter aparecido antes, obrigando depois o desgraçado do chefe a fazer um daqueles discursos idiotas que ninguém liga patavina, só para não parecer mal.


 


Manuel Ribeiro, economista, in Notícias Magazine 


 


 


Faz-nos rir, mas não terá nele algum sentido?

publicado por SSoldado_Lusitano às 17:09
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005

Crucifixos, dúvidas, e sátira!

"Um crucifixo, mesmo numa escola pública, não significa que o Estado passe a ser dependente de qualquer confissão religiosa ou que o ensino público tenha carácter religioso".

António Bagão Félix, PÚBLICO, 9-12-2005


 


Apesar do blog ser ateu, interessa-se pela actualidade dos acontecimentos, as palavras de Bagão, são relevantes, e acrescento que vivemos numa sociedade secularizada, que não necessita de histerismo por crucifixos, até porque em Portugal, não há tradição de perseguições religiosas significantes, creio que Louçã, este sim, está a misturar Estado e Igreja.


 


Fiquei também deveras confuso com o feriado de 8 de Dezembro. Num Estado laico, um feriado católico?


 


Pormenores. 


 


 


Deixo ainda, algo interessante...


 


Defensores da teoria da Terra plana exigem retirada de globos das salas de aula


 


A Liga para a Promoção da Teoria da Terra Plana (LPTTP), instituição apologista de que o planeta em que vivemos é plano e não esférico, vai pedir ao Ministério da Educação a retirada de todos os globos terrestres das salas de aula por considerar que são um obstáculo à livre escolha pelos alunos da teoria que desejam adoptar. Para Madalena do Sagrado Prepúcio, presidente da LPTTP, “se uma corja de ateus pode pedir a retirada dos crucifixos, nós também temos o direito de defender as nossas crianças de convicções que acreditamos serem erróneas.” Confrontada com o facto de a esfericidade da Terra ter sido provada cientificamente, explica que “não é bem assim porque temos três cientistas conceituados do nosso lado e apenas dois sofrem de alcoolismo severo.” Além disso, acrescenta que “mais provada está a existência de Deus, pois basta ir a Fátima ver como só por milagre gente tão pobre e doente consegue dar tanto lucro ao santuário e arrastar-se de joelhos durante quilómetros.”


 


In “inÉPCIA”

publicado por SSoldado_Lusitano às 10:52
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

A Juventude e a Droga

Em Portugal, o consumo de cocaína tem vindo a aumentar entre os mais novos, em especial nos jovens com idade escolar entre os 13 e os 15 anos. Estes dados constam do relatório ontem divulgado, ‘Tendências por Drogas em 2004’, do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT).


Segundo o documento, a população escolar do 3.º Ciclo do Ensino Básico e a população reclusa evidenciaram prevalências de consumo de cocaína ao longo da vida superiores às de heroína. “No contexto dos consumos problemáticos, a cocaína apareceu frequentemente associada ao consumo da heroína”, lê–se também.


Mas não são só estes dados a causar preocupação. A par do aumento do consumo de cocaína em Portugal, também o de haxixe está a crescer, revela outro relatório de 2005, desta feita do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT). ‘A Evolução do Fenómeno da Droga na Europa’ foi ontem divulgado em Bruxelas e avalia o fenómeno da droga no espaço europeu.


MAIS CONSULTAS


João Goulão, presidente do IDT, considera que os dados apresentados no relatório do OEDT têm correspondência com a realidade nacional. “Há uma ligeira diminuição do uso de heroína mas há, em contrapartida, um aumento do uso de cocaína e de haxixe.”


Cerca de 68 por cento dos processos por consumo de drogas de 2004 estavam relacionados apenas com canábis (66 por cento com haxixe e apenas dois por cento com liamba).


A canábis é, por outro lado, a substância que fez aumentar em dois por cento o número de primeiras consultas para tratamento (12 por cento em 2004 face a dez por cento em 2003).


“O número de pessoas que pedia ajuda para se libertar da canábis era praticamente irrelevante”, frisa João Goulão. “Em 2004, o número de primeiras consultas por esta substância aumentou dois por cento.”


CULPA DO GOVERNO


O aumento do consumo de drogas em Portugal é fortemente criticado pela Associação para Portugal Livre de Drogas, que aponta o dedo à política seguida pelo actual Governo e aplicada pelo IDT.


“Nos últimos seis anos houve um acréscimo em 44 por cento do número dos consumidores em idade escolar [16-18 anos] e um aumento da criminalidade associada ao consumo”, acusa Manuel Pinto Coelho, director daquele organismo. “A somar a este grave problema social assistimos a uma diminuição dos traficantes detidos e esta é a consequência das políticas tomadas pelo Governo.”


A realidade, segundo conta Pinto Coelho, não podia ser mais negra. “60 a 70 mil dependentes de opiáceos (heroína, metadona ou buprenorfina) e cerca de 100 mil consumidores de haxixe.”


CONTRA A LIBERALIZAÇÃO


As críticas de Pinto Coelho, fundamentadas em dados do último relatório do Instituto Nacional da Administração, expressam o seu receio – a liberalização do consumo. “A descriminalização do consumo levou ao aumento. Se for liberalizado ninguém duvida que continuará a aumentar o número de dependentes”.


João Goulão admite que “está para breve a revisão da lei da descriminalização do consumo”, que é “taxativa”, quando fixa a quantidade abaixo da qual a posse não é crime mas apenas dá azo a multa. Actualmente, não é considerado crime ter uma quantidade de droga destinada ao consumo para dez dias. “As comissões de dissuasão da toxicodependência também vão ser revistas.”


PORTUGAL COM MAIOR PREVALÊNCIA DO VIH


A percentagem de casos de infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) associada à toxicodependência continua em decréscimo: 42 por cento do total em 2003 contra 39 por cento em 2004. Mesmo assim, Portugal continua a ser o país da União Europeia com maior índice de VIH entre os Consumidores de Droga Injectável, cerca de dez por cento. Sublinhando que “a transmissão da sida, hepatites e da tuberculose em 2004 se manteve em números basicamente idênticos aos dos últimos três anos”, João Goulão, presidente do IDT, considera que a tendência de estabilização “só prova que programas como o da troca de seringas ou de substituição opiácea dão bons resultados.”


MAIS CRIME ASSOCIADO


Há apenas dois dias agentes da Judiciária levaram a cabo a maior apreensão de cocaína em Portugal e a maior do ano na Europa: 6100 quilos. Delitos como este, verificados no contexto do mercado ilícito de drogas, bem como os cometidos sob influência delas ou para financiar os consumos, incluem-se no conceito de “criminalidade relacionada com droga”, a aumentar em Portugal, sobretudo associada à canábis (haxixe/erva).


O relatório ‘A Evolução do Fenómeno da Droga na União Europeia’, com dados, relativos a 2003, sobre os 25e a Noruega, Bulgária, Roménia e Turquia, indica os países onde a percentagem de infracções ligada à canábis tem aumentado desde 1998, entre os quais Alemanha e Portugal.


O consumo ou a posse de droga para consumo próprio constitui a principal infracção na maioria dos Estados-membros, variando entre 37 por cento na Polónia e 87 na Áustria e Reino Unido. Outro relatório, relativo a Portugal, e apresentado também ontem, revela que as forças policiais realizaram, em 2004, 2439 apreensões de haxixe, 1088 de heroína, 1047 de cocaína, 289 de liamba e 158 de ecstasy. No caso da cocaína, as quantidades apreendidas foram as mais elevadas da última década.


POR CAUSA DA DROGA


CONSULTAS


A oferta e a procura de tratamento da toxicodependência estabilizou em 2004 no País.


Verificou-se um aumento ligeiro do número de utentes na rede pública e convencionada com o Estado, tanto a nível de consultas como do internamento (mais um por cento face a 2003). O número de consultas de seguimento de tratamento da toxicodependência aumentou quatro por cento face a 2003, atingindo o valor mais alto nos últimos cinco anos (374 149 consultas).


UTENTES POR REGIÕES


Os distritos de Lisboa, Porto, Setúbal e Faro são aqueles que registaram o maior número de utentes em tratamento e também de primeiras consultas na rede pública de tratamento da toxicodependência.


SUBSTITUIÇÃO


O número de utentes integrados em programas de substituição opiácea também cresceu para 19 260 (mais 14 por cento face a 2003).


SOFRER SEM DROGA


A abstinência da heroína provoca grande sofrimento físico à pessoa, com dores musculares e alteração das funções orgânicas, enquanto a ressaca da cocaína provoca danos psicológicos, depressão e apatia.


MENOS MORTES


“O número total de mortes relacionadas com a droga, notificadas pelos Estados-membros da UE-15 e pela Noruega, baixou de 8394 casos em 2001 para 7122 em 2002, o que representa uma diminuição de 15 por cento, embora haja indícios de que esta descida acentuada possa estar agora a estabilizar”, conclui o OEDT.


DOENÇAS CONTAGIOSAS


No capítulo referente às doenças infecto-contagiosas relacionadas com o consumo de drogas, a agência europeia de informação sobre a droga afirma que, “nos Estados-membros da UE-15, os índices de casos recentemente diagnosticados mantiveram-se baixos nos últimos anos, com excepção de Portugal”


publicado por SSoldado_Lusitano às 23:54
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

Mário Soares não é fixe!

Mário Soares nega senilidade e apela ao voto contra Salazar


 


O candidato presidencial e também candidato à presidência da Liga Portuguesa do Idoso Activo, Mário Soares, voltou a negar ter sintomas de senilidade depois do incidente em Ponte da Barca quando se apresentou numa acção de rua sem calças e pedindo aos transeuntes para o apoiarem na sua candidatura à organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. “Não estou senil e começo a ficar ofendido com essas insinuações,” explicou, “É como se, pelo simples facto de ser octogenário, tivesse obrigatoriamente de perder capacidades mentais e deixasse de conseguir levar uma frase até ao… ao… quem são vocês? Querem um autocolante?” Depois de uma pausa para refrescar as ideias, Soares voltou à carga, lembrando aos portugueses que um voto na sua candidatura é um voto contra Salazar. Confrontado com o facto de Salazar ter abandonado a política activa em 1970, ano da sua morte, o candidato lembrou a importância do debate e a qualidade das papaias de São Tomé.


 


in “inÉPCIA”

publicado por SSoldado_Lusitano às 01:14
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