Terça-feira, 11 de Outubro de 2005

Notícias da Europa


Por ano entram na Europa 500 mil imigrantes ilegais


A Europa é porta de entrada para 560 mil imigrantes ilegais todos os anos. Destes, dois mil africanos morrem ao tentar atravessar o Mediterrâneo, revela o relatório da Comissão Mundial sobre as Migrações Internacionais (CMMI). Actualmente, vivem 56, 1 milhões de estrangeiros no continente europeu, o que representa 7,7% da sua população, num total de 200 milhões no mundo, incluindo 9,2 milhões de refugiados.


O estudo "Migration in an interconnected world new directions for action", apresentado dia 5 de Outubro, pretende constituir um plano de acção para controlar os fluxos migratórios, dos quais as mulheres (48,6% dos imigrantes) e as crianças são as principais vítimas. As pessoas deslocadas constituem 3% da população mundial, 200 mil pessoas, o equivalente ao número de habitantes no Brasil.


Os países europeus atraem o maior número de imigrantes (28% do total), seguindo-se os Estados Unidos, com 35 milhões de estrangeiros (20%). Estima-se que 10 milhões de ilegais estejam em situação irregular em território norte-americano, a maioria oriundos do México. Todos os anos, 500 mil mexicanos tentam atravessar a fronteira para território norte-americano, registando-se uma média de 400 mortes anuais.


Os migrantes representam mais de 60% da população de Andorra, a maioria são portugueses, de Macau, Guam (ilha da Micronésia, Pacífico), Mónaco, Quatar e Emirados Árabes. A Rússia tem 13,3 milhões de imigrantes (7,6% do total), sendo que, pelo menos metade, são trabalhadores irregulares. A Alemanha tem 7,3 milhões de estrangeiros.


O documento da ONU confirma o enorme negócio que é actualmente o tráfico de seres humanos, entre 600 mil a 800 mil pessoas por ano, rendendo 8,2 mil milhões de euros anuais aos traficantes .


As Nações Unidas chamam a atenção para a importância da imigração para o impacto demográfico dos países desenvolvidos, sublinhando que sem os imigrantes a população na Europa tinha sofrido um decréscimo, entre 1995 e 2000, de mais de quatro milhões de pessoas. Destaca, ainda, o seu contributo para a economia mundial ao apontar dados do Banco Mundial que realçam os 200 biliões de euros gerados pelas remessas das migrações.


A CMMI apela às organizações internacionais relacionadas com a migração, nomeadamente o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, o Banco Mundial e a Organização Internacional das Migrações, para que criem condições no sentido de se eliminar os mitos em torno da imigração.


http://dn.sapo.pt/2005/10/11/sociedade/por_entram_europa_mil_imigrantes_ile.html


Quais mitos?


O “mito” da segurança das populações?


O “mito” do desemprego?


Estou claro a falar de imigrações e não de migrações.

publicado por SSoldado_Lusitano às 18:55
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